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Atualizado: 19-01-2026 | Tempo de leitura: 2 minutos

Em entrevista à Continental de Serrinha, Otto Alencar nega ter chamado chapa do PT de "carniça"

Em entrevista à Continental, Otto Alencar nega ter chamado chapa “puro-sangue” de “carniça” e fala em distorção de declaraçãoO senador Otto Alencar (PSD) negou, na manhã desta segunda-feira (19), ter chamado uma eventual chapa “puro-sangue” do PT na Bahia de “carniça”, como foi atribuído a ele pelo jornal O Estado de S. Paulo. Em entrevista à rádio Continental AM de Serrinha, concedida aos jornalistas Cleriston Silva e Clodoaldo Marques, o parlamentar afirmou que houve confusão e distorção no conteúdo de uma declaração dada ao jornal.

Segundo Otto, o termo utilizado por ele foi “carlista”, em referência a uma comparação histórica com a eleição de 2006 na Bahia, e não “carniça”, como acabou sendo interpretado e repercutido. “Jamais usei essa palavra. O que fiz foi uma comparação política, histórica, com o que aconteceu em 2006. Em nenhum momento utilizei termo ofensivo ou desrespeitoso”, afirmou o senador.

Otto explicou que, ao comentar o atual cenário político, fez apenas um paralelo com a composição da chamada chapa carlista, que não obteve sucesso eleitoral à época justamente por dificuldades de articulação e de unidade entre os partidos aliados.

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A fala, conforme o senador, não foi compreendida corretamente e acabou ganhando contornos que não correspondem ao que foi dito. “Nunca usei linguagem agressiva, nunca ataquei pessoas ou partidos. Sempre fui um político do diálogo, do respeito e do debate de ideias”, disse.

Ele ressaltou ainda que o próprio jornalista responsável pela entrevista original chegou a retificar a informação, mas que a versão equivocada acabou ganhando maior repercussão pública.

Durante a entrevista, Otto Alencar também abordou as discussões em torno da formação da chapa majoritária na Bahia e da vaga ao Senado. Segundo ele, o esforço do momento é evitar desagregação dentro da base que apoia o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O senador também negou que o PSD tenha rejeitado a possibilidade de indicar um vice-governador. “Isso nunca foi uma decisão do partido. Houve interpretações equivocadas. Eu mesmo já fui vice-governador e sempre considerei o cargo honroso”, afirmou.

Otto aproveitou a entrevista para criticar o tom agressivo adotado por alguns atores políticos no debate público. “Quando o político apela para xingamento ou palavrão é porque falta argumento, falta leitura, falta preparo. Eu sempre defendi o debate com respeito”, concluiu.

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