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Atualizado: 17-12-2025 | Tempo de leitura: 2 minutos

MP assume caso que apura prejuízo milionário aos cofres públicos em Quijingue

MP assume caso que apura prejuízo milionário aos cofres públicos em QuijingueO Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) validou o prosseguimento da ação civil pública que investiga possíveis irregularidades previdenciárias na gestão do ex-prefeito de Quijingue, Nininho Gois (Avante). A manifestação ocorre após a Justiça Federal declinar da competência e determinar a remessa do processo para a esfera estadual.

A ação teve origem em uma representação da Receita Federal encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF). Segundo o procedimento, o município teria omitido valores relevantes relacionados a obrigações previdenciárias entre os anos de 2016 e 2019.

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De acordo com os autos, após retificações nas declarações prestadas ao Fisco, o débito inicialmente estimado em cerca de R$ 2,8 milhões foi recalculado e passou para aproximadamente R$ 15,8 milhões. Com a inclusão de encargos moratórios, o dano total ao erário é estimado em R$ 23.336.902,17.

Diante dos valores apurados, o MP-BA solicitou a abertura de prazo para apresentação de alegações finais no processo e pediu a manutenção da indisponibilidade de bens do ex-gestor, medida que havia sido decretada anteriormente pela Justiça Federal.

O Ministério Público também aponta que a Prefeitura de Quijingue não disponibilizou de forma integral e transparente as informações sobre despesas com pessoal no período investigado. A ausência desses dados, segundo o órgão, dificultou o acompanhamento das contas públicas e reforça a gravidade das suspeitas. O inquérito tramita sob sigilo.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, o ex-prefeito poderá responder por atos de improbidade administrativa. Entre as possíveis sanções estão o bloqueio de bens, a suspensão dos direitos políticos e o ressarcimento dos valores aos cofres públicos, além de eventual responsabilização na esfera criminal.

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