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Atualizado: 12-08-2025 | Tempo de leitura: 2 minutos

'Eu não me vendo', diz prefeito de Conceição do Coité sobre procurar Jerônimo Rodrigues

'Eu não me vendo', diz prefeito de Conceição do Coité sobre procurar Jerônimo RodriguesO prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo, do União Brasil, afirma que o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sabe das necessidades da cidade e do seu povo e que não irá 'se vender' para que o município possa receber verbas do governo baiano. "Algumas pessoas chegam para mim e falam: 'Prefeito, por que você não procura o governador do estado? O governador do estado está dando tudo, se você procurar o governo do estado, pode ter certeza que ele vai dar o que você pedir para Coité' E eu falo a quem me procura e diz isso: eu não me vendo", diz o gestor, que faz oposição ao governo.

Marcelo Araújo ressalta ainda que o governador Jerônimo Rodrigues sabe das necessidades de Conceição do Coité, cidade que possui uma população estimada em 67.825 habitantes, segundo o último Censo do Ibge. "O governador do estado tem um deputado da bancada dele que sabe de todas as nossas necessidades. Não precisa que o prefeito vá se humilhar e pedir coisas para Coité, porque ele sabe. Se ele quisesse fazer ele fazia", avalia.

Para o prefeito, a falta de investimentos no município ocorre, principalmente, por uma estratégia de barganha política. "Por que não faz? Porque ele quer é negociar e eu não negocio princípios, eu não negocio valores. O que está em jogo não é somente a governabilidade de Coité, não. O que está em jogo é o futuro da Bahia, o futuro do Brasil".

O mandatário defende ainda que ao se negar a negociar com o governador o que está em jogo são seus princípios éticos. "Eu não posso negociar uma escola para apoiar o governador que tem a pior educação do Brasil. Eu não posso apoiar em troca de uma pavimentação asfáltica o governador que tem a pior segurança pública do Brasil, onde os nossos filhos não podem sair às ruas", pontua.

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Ele também aproveita para debruçar sua análise sobre o índice de homicídios na Bahia, que segundo indicadores de segurança, é considerado um dos piores. "É o pior de todos. Como é que eu posso aceitar isso? Por questão política? Por conveniência política? É por isso que esse Brasil está onde está", lamenta o gestor.

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